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Como nasceu Vênus? O relacionamento entre Chokmah e Netzah

Como nasceu Vênus
Escrito por Cristinna Saviani

Como nasceu Vênus? >> Na mitologia, Vênus é filha de urano, nascida do sêmem de urano, quando da castração por Saturno.

Segundo o mito, cansado de assistir Urano incessantemente fecundar Gaya, e então encerrar seus filhos novamente em seu ventre, por medo do poder de seus filhos, que o poderiam destronar.

Saturno, um titã seu filho, cansado de tal situação, atendeu aos apelos de sua mãe, Gaya, e de posse de uma foice, castrou Urano e jogou seus testículos no mar.

Formou-se então nas águas uma espuma branca, da qual nasceu Vênus.

O nascimento de Vênus

O nascimento de Vênus

O poder de criação de Urano, sua fertilidade, fica evidente no mito, e é justamente essa energia a de Chokmah.

Chokmah é a primeira manifestação depois da unidade, e a força com que irrompe é monumental, incontrolável, mas sem forma.

Representa a Sabedoria, pois contém o conhecimento, mas ainda não há compreensão, entendimento, forma.

É a força contida na semente, que tem dentro de si a informação de que um dia será árvore, mas isso ainda não foi formatado.

É a energia masculina do Espírito que se direciona para todos os lados como que num grande impulso de poder visceral de criação.

Chokmah e a Correspondência com as Tábuas da Lei

Chokmah corresponde, dentro dos Dez Mandamentos, à proibição de ter ídolos a frente do Eterno – “Não terás outros deuses!”

Portanto, a idolatria é a traição ao Deus único.

Indica uma conduta em relação à Divindade, ao Criador.

Assim como na mitologia Urano dá origem a Vênus, Chokmah se relaciona com Netzah.

Para obter a vitória é necessário guardar a fidelidade, agora em relação a outro ser humano.

Vênus, Netzah, seria, portanto, a oitava inferior de Urano, ditando aqui um código de conduta humano.

Netzah corresponde ao sétimo mandamento, o que proíbe o adultério.

Vale aqui lembrar Platão, quando no Banquete se refere a Vênus Urânia e Vênus Pandemia, fazendo clara distinção entre ambas.

Netzah representa a vitória da vida que não pode ser detida, carrega em si os sentimentos, a arte, a dança, a atração, o gosto.

É também conhecida como a esfera das ilusões, quando nos entregamos apenas ao que nos dá prazer.

Netzah e a correspondência nas Tábuas da Lei

Netzah é o sétimo Caminho, chamado Inteligência Oculta porque é o esplendor refulgente das virtudes intelectuais percebidas pelos olhos do intelecto a pelas contemplações da fé, já que fica abaixo de Chesed e oposta a Hod.

Sua virtude será o desprendimento, e seu vício poderá ser o impudor, a luxúria, e também a vaidade.

Herdeira da impetuosidade de Urano, as paixões e desejos de Vênus são avassaladores, e criativa como seu pai, é a grande responsável pela inspiração dos artistas.

Nascimento de Vênus segundo o Sefer Ietsirá

A letra Pê

A letra Pê

Segundo a versão Saadia do Sefer Ietsirá, que é a que seguimos como autêntica:

“Ele fez reinar ao Pê, rodeou-a uma coroa, permutou-as uma com outra e com ela formou Vênus no Universo, a quarta feira no ano e o orifício esquerdo do nariz na Alma.”

Portanto, ainda segundo o Sefer Ietsirá, com o Pê Ele formou isto: Vênus, a quarta-feira, o orifício esquerdo do nariz, a semente e a desolação.

Se você observar a letra Pê, verá que é como o Caf, com uma língua escondida.

Na verdade, o as correlações do Pê são boca e língua.

Esta parte que se esconde na letra, mostra também que parte de Vênus se mostra, mas parte dela está oculta.

Sua correlação com Caf, que dá origem ao Sol, cujo atributo significa o princípio das faces, e cuja missão é de introduzir todos aqueles que devem comparecer perante a Face do Eterno (nível crístico ou búdico = iluminação), nos mostra sua importância no ganho de consciência solar, já que, mais que outras, ela mostra sua dupla tendência.

Netzah é a séfira que dá origem ao caminho da Torre no Tarô, e é premente aqui que se tenha vitória sobre os instintos.

O caminho da Torre liga Tiphereth a Netzah, ou seja, o Sol a Vênus, e nos diz que se houver vitória sobre os instintos haverá a vitória da conquista da consciência solar, caso contrário, as consequências dos vícios e anti-virtudes contidas nesta tão importante séfira e planeta.

Por hoje é isso, espero que tenham gostado.
Shalom.

Ariel bar’Zlay (Cristinna Saviani)

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Sobre o autor

Cristinna Saviani

Cristinna Saviani tem sua formação clássica em Farmácia e Bioquímica pela PUCC, com foco em Homeopatia, Fitoterapia e Florais.
Estudante e praticante de Cabala desde a adolescência, iniciou seus estudos de astrologia como autodidata em 1997, posteriormente fazendo vários cursos de formação na área, na qual tem atuado profissionalmente desde o ano de 1999.
Acreditando que a maior qualidade da astrologia é levar o indivíduo ao autoconhecimento e consequente evolução, aprofunda a análise de seus clientes em todos os níveis disponíveis para que se chegue ao cerne das questões que inquietam e atrapalham a vida nos diversos campos da vida.
Natural de Campinas - SP, vive atualmente em Fortaleza, onde atua
na área de publicidade (CEO Staff Publicity), programação web, marketing e astrologia, fazendo análises de tema natal, previsão e mapa anual de fertilidade feminina.

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