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Zohar – A Rosa – parte 2

Zohar - A Rosa
Escrito por Cristinna Saviani

Zohar – A Rosa >> Ambos julgamento e benignidade são partes da alma coletiva judaica.

Dos ensinamentos de Rabbi Shimon bar Yochai; adaptado do Zohar por Peretz Auerbach

“Assim como uma rosa, que se encontra entre os espinhos, tem em si as cores vermelha e branco, também a Assembléia de Israel tem em si ambos julgamento e benignidade.”

“Assim como uma rosa”: Aqui, o Zohar compara a Assembléia de Israel com uma linda rosa. Ela é rodeada por espinhos representando as kelipot (Qliphots) (i.e. os poderes do mal).

Essa raiz nos mundos espirituais produz o estado atual na qual a santidade inata do nosso mundo está oculta pela kelipot.

Nosso serviço a D’us pode ser comparado a um jardineiro que cuida de seu jardim e poda os espinhos…

Nosso serviço a Deus pode ser comparado a um jardineiro que cuida de seu jardim e poda os espinhos.

Apenas com vigília constante contra as ervas daninhas e os espinhos o jardineiro é capaz de manter seu jardim.

Nas nossas tarefas espirituais de jardinagem, nós devemos podar as cascas de cada aspecto da Criação, permitindo a divindade interior floresça em brilhante revelação.

Em uma base pessoal nós devemos constantemente lutar para aperfeiçoar-nos em pensamentos, fala e ação.

E da mesma maneira nós devemos remover as kelipot da maneira como tratamos nosso próximo.

Uma má ação contra Deus, como profanar o Shabbat ou contra nosso próximo, i.e. roubando,cria kelipot, causando uma ocultação da Luz Divina.

Por outro lado, quando alguém se abstém de tais profanações, ele remove a kelipot e causa a revelação da Luz Divina.

“…que se encontra entre os espinhos”: Esta parábola para malchut – sendo rodeada pela kelipot – é mais uma alusão a Shechina em exílio.

Há tempos na história quando a Shechina habita entre nós, por exemplo quando o Templo estava em pé.

Aprender Kabbala nos dá uma força interna para suportar o exílio…

Iniciando com a lição sobre a Shechina em exílio, o Zohar nos diz que aprender Kabbala nos dá força interior para aguentar o exilio. E além disso, este estudo é uma parte integral do remédio.

“…tem em si as cores vermelha e branca”: A Assembléia de Israel corresponde à séfira de malchut.

Este atributo é composto de ambos os poderes de benignidade e julgamento.

Cada pessoa, de acordo com a natureza da raiz da sua alma acima, tenderá em direção de um mais que o outro.

Este é o porquê algumas pessoas são inclinadas a ver o mundo de uma maneira estrita e crítica e outros são inclinados a verem as coisas com benignidade (misericórdia).

“…ambos julgamento e benignidade”.: Nesta declaração, o Zohar introduz a dinâmica esquedo-direito de julgamento e benignidade.

A palavra no texto em Aramaico para “benignidade” é “rachmai” cujo equivalente em Hebraico seria algo como “rachamim”, que sempre quer dizer “misericórdia”.

Entretanto nem toda palavra hebraica tem o seu equivalente exato em Aramaico.

Portanto, esta palavra “rachmai”, dependendo do contexto, pode ser usada para significar tanto “benignidade” quanto “misericórdia”.

Aqui a conotação de “rachmai” é “benignidade”, que está no lado direito da sefirot, oposto ao julgamento, que está no lado esquerdo.

Malchut, aqui representado pela Assembléia de Israel, é uma das sefirot centrais que recebe ambos os lados.

Agora vamos olhar para o significado profundo da comparação entre as cores da rosa por um lado, e os conceitos de julgamento e benignidade dentro da Assembléia de Israel do outro lado.

Se alguém tentar descrever a beleza de uma sinfonia de Beethoven para uma pessoa surda, nunca haverá palavras certas para transmitir o conteúdo emocional.

Tente explicar para a mesma pessoa os conceitos de justiça e julgamento e ela certamente será capaz de alcançar uma compreensão de sua natureza.

A Assembléia de Israel (a Rosa Superior) está dentro do Conceito, e portanto seus atributos são julgamento e benignidade.

A Rosa inferior expressa em malchut a sefira da atualização – e portando da experiência, e seus atributos se expressam como cores.

[Esta série tornou-se a base para a tradução recentemente compilada do Zohar – traduções e comentários de Peretz Auerbach]

Shalom!!!
Tradução inédita para o português: Ariel bar’Zlay

Sobre o autor

Cristinna Saviani

Cristinna Saviani tem sua formação clássica em Farmácia e Bioquímica pela PUCC, com foco em Homeopatia, Fitoterapia e Florais.
Estudante e praticante de Cabala desde a adolescência, iniciou seus estudos de astrologia como autodidata em 1997, posteriormente fazendo vários cursos de formação na área, na qual tem atuado profissionalmente desde o ano de 1999.
Acreditando que a maior qualidade da astrologia é levar o indivíduo ao autoconhecimento e consequente evolução, aprofunda a análise de seus clientes em todos os níveis disponíveis para que se chegue ao cerne das questões que inquietam e atrapalham a vida nos diversos campos da vida.
Natural de Campinas - SP, vive atualmente em Fortaleza, onde atua
na área de publicidade (CEO Staff Publicity), programação web, marketing e astrologia, fazendo análises de tema natal, previsão e mapa anual de fertilidade feminina.

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